Páginas

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Quando não lhe dão o verdadeiro valor.

"E o que fazer,
quando não estão mais nem aí para você?
quando seu mundo não passa de uma prisão?

E o que dizer,
quando a sua vida não é igual à da TV?
quando as pessoas tratam mal seu coração?"

(Fresno - Quebre as correntes)



Às vezes, fazemos de tudo por certas pessoas. Somos capazes de fazer qualquer coisa, qualquer coisa mesmo. Quando ela precisa de ajuda, a ajudamos, quando ela está triste, a consolamos. Quando ela não sabe o que fazer, a aconselhamos. Enquanto não soubermos que ela está bem, ficamos preocupados, procurando pela mesma, ficamos até mesmo sem dormir. E, no final das contas, como é que essas pessoas nos retribuem? Como um belo "chute", manda você ir embora sem mais nem menos. E o que você tem a fazer? N-a-d-a! Apenas aceitar, ir, realmente, embora e seguir em frente.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Não dói mais, pode ter certeza.

[...] sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor, pois se eu me comovia vendo você, pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo, meu Deus...como você me doía! De vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno, bem no meio duma praça, então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta, mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme...só olhando você, sem dizer nada só olhando e pensando: Meu Deus, mas como você me dói de vez em quando!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Flahsback com saudade.

"E se é verdade que o tempo não volta, também deveria ser verdade que os amigos não se perdem."

Caio Fernando Abreu



E se me perguntassem hoje se eu queria que você desaparecesse da minha vida, diria que não. Sei lá, alguns podem até me achar um idiota, depois dessa minha confissão. Mas acho que não sou, apenas prefiro me lembrar de você nos bons momentos que passamos. Daquelas tardes maravilhosas que passávamos conversando, rindo... Daquelas idas à parada de ônibus, onde ficávamos conversando até seu transporte chegar (em que, algumas vezes, a conversa estava tão empolgante, que você deixava sempre um ou mais ônibus passarem). Prefiro me lembrar dos conselhos, ótimos conselhos, que você me dava, dos abraços, dos beijos, dos 'eu te amo' que você me dizia, dos consolos que você me dava, sempre que uma lágrima minha ameaçava cair. Lembro-me também dos altos papos pelo telefone, toda noite, das conversas pelo messenger. E o nosso jeito de falar, de pensar, de agir, eram tão semelhantes. Até os nossos gostos se pareciam (estilo musical e blá blá blá). E você deixou tanta influência em minha vida. Coisas que hoje eu gosto somente por sua causa.
Mas passou. P-a-s-s-o-u! Hoje, ainda me recordo de você como um grande amigo. Não me lembro de você com raiva ou rancor, mas não posso negar que fico um pouco triste, porque você mudou, não te reconheço mais, não sei mais como você é. E sinto saudade, do tempo em que eu te conhecia por inteiro, do tempo em que eu sabia de todos os teus (maiores) segredos.
E eu já me acostumei a viver sem o teu sorriso, sem o teu abraço, sem os teus conselhos... No início, doeu muito, confesso, mas eu vi que isso era o melhor a ser feito. Lamento por toda essa distância, mas acho que foi a escolha certa a fazer.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

.

E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário...por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência.E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.





Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Outono


Observando, pela janela do meu quarto, vejo o jardim. É tudo tão bonito! E vejo aquela cena comum, a qual todos os anos acontece: as folhas das árvores caindo. Folhas secas, que a cada minuto vão caindo, indo de encontro ao chão, para que futuramente, na primavera, novas folhas [verdes, bonitas] nasçam, deixando o jardim mais atraente, para a vinda de pássaros, borboletas, beija-flores...
Se pararmos para pensar, deveríamos, constantemente, fazer uma espécie de "outono espiritual" em nós mesmos. Observar o que não nos faz bem [ou deixam nosso jardim menos bonito], o que nos prejudica, o que nos machuca, o que nos faz sofrer, chorar...
Feito isso, devemos pensar em fazer algo, para que esses "parasitas" não prejudiquem mais nosso jardim. Excluí-los, ensiná-los a nos beneficiar, afastá-los... [isso é você quem decide]...
Agora, você mesmo é quem deve cuidar do seu jardim! Adube-o, regue-o, retire alguns galhos [aqueles que são/estão feios]...
E, por último, espere a primavera, onde seu jardim ficará mais vivo, mais bonito, mais colorido. Logo você vai começar a perceber que irão chegar as borboletas mais bonitas; os beija-flores cantarão, convidando quem estar por perto a conhecer seu jardim. Acredite, você vai ficar bem mais alegre, mais bonito e com a auto-estima elevada, após ver que seu trabalho valeu a pena.

Girassóis


Os girassóis, por exemplo, que vistos assim de fora parecemflores simples, fáceis, até um pouco brutas. Pois não são. Girassol leva tempo se preparando, cresce devagarenfrentando mil inimigos, formigas vorazes, caracóis do mal, ventosdestruidores. Depois de meses, um dia pá! Lá está o botãozinho todocatita,parece que já vai abrir.






Caio Fernando Abreu

domingo, 6 de junho de 2010

Vai passar

Vai passar,tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada "impulso vital" .Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como "estou contente outra vez"



Caio Fernando Abreu